Apenas Brasil e Turquia têm desemprego, inflação e juros de dois dígitos entre as grandes economias

 Apenas Brasil e Turquia têm desemprego, inflação e juros de dois dígitos entre as grandes economias

Atualmente, o Brasil é um caso raro de país com taxas de dois dígitos de inflação, juros e desemprego. Além dele, entre as grandes economias do mundo, apenas a Turquia vive uma situação parecida. O levantamento foi feito para o portal G1 pela agência de classificação de risco Austin Rating e divulgado no último domingo (8).

Segundo resultados, Argentina e Rússia também despontam na lista de maiores taxas de inflação e de juros básicos do mundo, mas mantém o desemprego abaixo de dois dígitos. Então, para saber mais, confira a seguir!

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Dessa forma, no levantamento divulgado pelo G1, é possível conferir os dados mais atualizados de 23 países, que representam 81,4% do PIB global. No caso do Brasil, as taxas de dois dígitos nos 3 indicadores não eram registradas desde a recessão de 2016. Considerando os dados oficiais desde 2012, essa situação só aconteceu 4 vezes.

Quanto à inflação, o Brasil já está com taxa anual acima dois dígitos. O IBGE é responsável pela prévia dos números. Além disso, em fevereiro a Selic superou os 10%, tendo registrado um novo aumento na quarta-feira, 4 de maio, passando para 12,75% ao ano.

Já a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,1% no 1º trimestre, e se mantém em dois dígitos desde o final de 2015. Mais do que apontar uma situação ruim na economia, a presença dessas taxas acima dos dois dígitos, com inflação galopante, escancara os efeitos das sucessivas crises dos últimos anos, especialmente no campo político. Contando com 2022, as contas do governo federal estão há 8 anos no vermelho.

Por fim, segundo economistas em matéria divulgada pelo G1, a aprovação de reformas e de medidas de ajuste fiscal, como a criação do teto de gastos, foram fatores que contribuíram para a queda do dólar e aumento da inflação. Ademais, o alto nível de endividamento do setor público é um dos fatores que tem mantido o dólar em patamar elevado no Brasil, obrigando o Copom a aumentar a taxa Selic cada vez mais.

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Imagem: Monster Ztudio / Shutterstock.com

Carlino Souza

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