Conheça a startup de logística da favela que já captou meio milhão de reais

 Conheça a startup de logística da favela que já captou meio milhão de reais

Às vezes, a ideia que pode criar um grande negócio está no nosso dia-a-dia, basta observar com atenção. Foi justamente olhando para um problema da sua comunidade que o empreendedor Givanildo Pereira Bastos elaborou a Favela Brasil Xpress, startup que une logística e tecnologia.

Esse é mais um caso de uma empresa criada durante a pandemia que veio para suprir uma demanda que ficou evidente no período. Por serem consideradas áreas de risco, as comunidades costumam ficar de fora da rota das empresas de logística em todo o país. Esse já era um problema antigo, mas que, com o isolamento, se tornou maior.

A Favela Brasil Xpress, colocou o CEP das favelas no e-commerce brasileiro e levou inclusão social para quem não podia receber em casa suas compras feitas pela internet. Não demorou muito para a ideia se popularizar e a empresa crescer.

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Startup de logística da favela fez o que nenhum varejistas conseguiu

Já foram mais de 715 mil encomendas entregues para 524 mil pessoas. O valor total das mercadorias transacionadas nesse período ultrapassa os R$ 388 milhões. Além disso, os números tendem a crescer mais, em entrevista a InfoMoney, Bastos declarou:

“Temos 50 funcionários e mais de 300 entregadores que são nossos parceiros. Só com a estrutura atual, estimamos ultrapassar o número de 2 milhões de entregas ainda neste ano”

No começo, parecia que a startup não conseguiria se desenvolver. A ideia, segundo Bastos, foi apresentada para diversos varejistas, mas nenhum viu competência na proposta da Favela Brasil Xpress.

“Os varejistas não acreditavam no potencial consumidor da favela. Além disso, disseram que muita gente tinha tentado resolver esse problema e questionaram por que a gente achava que iria conseguir”

O faturamento da Favela Brasil Xpress vem de uma taxa paga pelas varejistas por cada entrega feita, o modelo é conhecido como ‘last mile’. Nele, o produto vai para um centro de distribuição na comunidade e, a partir do local, um funcionário faz a entrega final do produto ao consumidor.

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Imagem: Reprodução / Site Favela Brasil Xpress

Carlino Souza

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