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Femtechs; saúde da mulher se tornará um mercado trilionário –

No território brasileiro, as mulheres são 75% mais inclináveis e favoráveis a utilizar as ferramentas digitais para cuidar da saúde. Assim, as Femtechs aproveitam esse cenário para explorar esse universo – com grande potencial – que é pouco explorado. Saiba mais aqui!

Fonte: Google

O mercado da área da saúde ganhou mais destaque com a pandemia do coronavírus; porém, resta saber se isso é um ponto positivo ou negativo, não é? Depende do ponto de vista de cada um. Enfim, dentre as startups, aquelas denominadas ‘healthtechs’ receberam quase US$15 bilhões em investimentos mundialmente durante o último ano, 2020. Contudo, dentro desse mercado, temos uma área com potencial trilionário: a área da saúde voltada exclusivamente para as mulheres. Descubra as femtechs!

De acordo com o estudo Femtech Landscape Report 2021, o mercado global de saúde do público feminino deve alcançar cerca de US$1,186 trilhão daqui há alguns anos, em 2027. Buscando uma porcentagem desse volume, alguns anos atrás as primeiras healthtechs começaram a surgir no mercado. Então, como essas startups são voltadas para a saúde da mulher, elas receberam até um termo específico. Isso mesmo, femtechs. Elas desenvolvem tecnologias para questões de ginecologia, oncologia, cardiologia, sexuais e reprodutivas; enfim, questões que afetam exclusivamente, ou mais, o sexo feminino.

Qual o conceito de Femtechs e como elas surgiram?

Primeiro, antes de começar, vamos falar sobre o significado do termo femtech; a palavra Fem vem de feminino e Tech vem de tecnologia. Assim, as Femtechs são, em sua maioria, startups que buscam, através da tecnologia, solucionar os problemas característicos do universo feminino ou então, facilitar o cotidiano das mulheres. Os serviços e produtos fornecidos por uma dessas startups podem ser bastante diversificados.

Aplicativos de celular, plataformas virtuais, sistemas e gadgets de inteligência artificial são alguns exemplos. Então, no caso, a maior diferença de uma femtech para uma startup tradicional é o foco de atuação; a primeira visa melhorar a saúde das mulheres e facilitar o dia a dia das mesmas.

 Essas companhias surgiram a partir do momento em que o mercado financeiro passou a entender que o sexo feminino também possui capacidade de consumo de produtos do setor de tecnologia, e que, além disso, o universo das mulheres conta com algumas características que em muitas vezes não eram analisadas pela indústria. Então, foi encontrado um nicho de negócio que pode – e deve – ser explorado.

Setor de saúde da mulher possui um grande potencial financeiro

Ainda sobre a pesquisa Femtech Landscape Report 2021, o estudo aponta que existem quase 100 condições de saúde, mais precisamente 97, que afetam exclusivamente, ou possuem mais chances de afetar, o sexo feminino. Portanto, essas condições podem ser muito exploradas pelas femtechs – e, claro, por seus investidores(as). Dentro do US$1,186 trilhão que citamos, os maiores mercados são: condições crônicas, saúde reprodutiva e saúde das mamas.

Apesar disso, essas startups tecnológicas femininas ainda não são vistas como as melhores – e maiores – apostas; seja em investimentos ou em negócios criados. Afinal, no mundo inteiro existem somente 657 dessas startups voltada para mulheres. Apenas 1,5% dos aportes em healthtechs foram destinadas para as femtechs nos EUA no primeiro semestre do ano passado. Em agosto desse ano, o país ganhou sua primeira startup unicórnio do setor, a Maven Clinic.

Contudo, mesmo que em menores proporções, a situação no Brasil é parecida. O mercado é grande: além de representarem mais de 50% da população, as mulheres brasileiras tem a responsabilidade de 90% das decisões e escolhas acerca dos cuidados de saúde da família; além dos 80% das despesas familiares com saúde. Além disso, também são 75% mais prováveis a utilizar ferramentas virtuais para cuidar da saúde, se compararmos com os homens.

Impacto do empoderamento feminino sobre o universo das startups

Femtechs-saúde-mulher
Fonte: Google

É certo dizermos que o empoderamento feminino está impactando a indústria e o mundo das startups. Segundo pesquisas e dados divulgados pela Forbes, desde o ano de 2015, já foram enviados, para as Femtechs, mais de US$1 bilhão em investimentos; assim, um valor bem expressivo para um setor com tanta competição, como é o da tecnologia. Ou seja, se os números são altos, a tendência é que eles só cresçam, visto que as mulheres estão cada vez mais atentas a saúde.

Além disso, esses números também transformam o mercado de trabalho e a indústria da tecnologia de outras formas. Afinal, estamos tratando da saúde e da vida das mulheres; então, quem são as pessoas com mais potencial para buscar e desenvolver as respostas e soluções para esses assuntos? Isso mesmo, somente as próprias mulheres! Ainda que as mulheres, por enquanto, sejam minorias nesse espaço, vemos que esse cenário está se transformando, aos poucos.

Por que vigiar o mercado das Femtechs?

Para a próxima década, a estimativa é que sejam investidos, nesse universo, pelo menos US$50 bilhões. Além disso, especialistas enxergam alguns sinais e rastros deixados pela mídia e pelo show business; acredita-se que esse assunto ainda será bastante explorado, inclusive na parte comercial. E, como podemos ver na internet, a grande maioria das celebridades e pessoas públicas prega o empoderamento feminino, então o assunto permanece visível.

Além disso, seguindo essa mesma linha, pesquisas já apontaram que os consumidores estão cada vez mais em busca de comprar daquelas marcas que possuam algum propósito social e que estejam relacionadas a alguma causa. Atualmente, as campanhas publicitárias que fazem uso desse conceito são bem famosas nas redes sociais e entre o público. Então, qual a razão em não apoiar uma causa tão nobre e que ainda pode render marketing gratuito?

Por fim, vale destacar que assuntos sobre à saúde da mulher estão em foco também acerca de políticas públicas, em inúmeros países os órgãos governamentais estão fazendo investimentos nas Femtechs. A meta é prevenir algumas doenças e, além disso, auxiliar no tratamento e cura das mesmas, promovendo o diagnóstico precoce. Enfim, essas são apenas alguns motivos para você vigiar esse mercado. Acredito que você não queira perder esse público – e essa grana – não é?

Mais empreendedoras = Mais investidoras

É preciso que mais mulheres fundem startups para que mais Femtechs sejam pensadas e desenvolvidas. Somente 4,7% dos negócios inovadores, escaláveis e tecnológicos do Brasil são fundados especialmente pelo sexo feminino. No entanto, quando consideramos empresas comuns – que não contam com base tecnológica – essa porcentagem aumenta um pouco, alcançando 46,2%. Mas, antes de qualquer coisa, é preciso acabar com a falta de incentivo as mulheres que querem seguir profissões no ramo da engenharia e economia, por exemplo.

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Written by Carlino Souza

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